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Angola fazia parte do Reino do Congo quando os primeiros
portugueses chegaram em 1480. O rei do Congo converteu-se ao critianismo
junto com a população bankongonesa. Rumores sobre grandes minas
de prata e o crescimento do comércio escravo contribuiram para a
expansão do domínio português para o interior do país. Em 1575,
Paulo Dias de Novais fundou a cidade de Luanda (capital atual).
As conquistas portuguesas duram até 1680. As minas de prata não
foram encontradas. Durante o século XVII franceses, ingleses e holandeses
interviam diretamente no comércio da região desrespeitando o monopólio
comercial português.
O comércio de escravos dominou a economia angolana
apesar da exportação de cera, marfim e cobre. A demanda de mão de
obra para o plantio da cana de açúcar nas colônias portuguesas como
São Tomé e Príncipe, e Brasil era tão grande que os portos
de Angola e do Congo acabaram sendo responsáveis por um terço da
exportação de escravos africanos para a América e ilhas do Atlântico. Como
o país não era densamente povoado, a procura por escravos expandiu-se
até o centro da África no século XVIII.
O comércio escravo foi proibido em Angola em 1836,
mas realmente decaiu a partir da primeira metade da década de 1850,
quando o Brasil fechou seu mercado para importação de escravos.
A escravidão foi oficialmente abolida no Império Português em 1875,
mas continuou de forma disfarçada até 1911.
Os angolanos voltaram-se para a exportação de produtos
como marfim, cera e látex. Vários produtos eram cultivados como
café, açúcar, sisal, milho e algodão, além da extração
de diamantes. A economia angolana foi modernizada e atrelada à de
Portugal pela da adoção de um sistema de tarifas protecionista.
As fronteiras de Angola foram negociadas com outros países europeus
em 1891. Os portugueses construíram importantes estradas e ferrovias
durante os séculos XIX e XX.
Após a independência do Congo Belga (atual Congo)
em 1960, uma grande revolta surgiu no norte do de Angola em 1961;
seguida por uma longa guerrilha. Para conter a revolta, Portugal
enviou um grande contingente de tropas e incentivou a imigração
de camponeses portugueses. O país passou por um grande crescimento
econômico marcado por uma rápida industrialização e produção de
petróleo, melhorando a qualidade de vida da população.
Portugal se retirou de Angola em 1975, após a queda
da ditadura em Portugal em abril de 1974. O
MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) tomou o controle
das principais cidades do país e em 1976 e estabeleceu o
sistema unipartidário baseado no modelo do leste europeu.
O MPLA tornou-se oficialmente um partido marxista-leninista em 1977
estreitando relações com a União Soviética
e Cuba. A economia do país sofreu um
colapso devido aos intermináveis combates com a UNITA (União
Nacional para a Independência Total de Angola), o que resultou numa
reforma econômica promovida pelo MPLA em 1985, aproximando
o país à economia de mercado. Em 1990 o MPLA abandona
o marxismo-leninismo. A guerra civil terminou em 1991 através
de um acordo que levou a promulgação de uma nova constituição.
O sistema político atual é baseado no sistema multipartidário
com eleições para presidente e para o parlamento.
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